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domingo, 27 de março de 2011

BPA (Bisfenol A) : Governo Brasileiro Ignora o Perigo

Fonte:

http://www.anovaordemmundial.com/2011/03/bpa-bisfenol-governo-brasileiro-ignora.html

BPA (Bisfenol A) : Governo Brasileiro Ignora o Perigo

Bisfenol em Garrafas Plásticas

Há meses queria escrever sobre este assunto, mas devido a demora de nosso incompetente Ministério da Saúde em responder a minha solicitação de esclarecimento sobre o assunto, apenas agora estou podendo fazê-lo. Após pesquisar sobre o assunto, eu tentei obter, através dos canais apropriados, a posição do governo brasileiro em relação ao Bisfenol. A resposta recebida, que você pode ler mais abaixo, mostra a séria situação que nos encontramos, onde os órgãos públicos que deveriam regular o uso de produtos químicos tóxicos acabam protegendo o lobby das indústrias químicas e de alimentos.

Antes de mais nada, vamos esclarecer o que é o Bisfenol e porque ele apresenta um sério risco a saúde.

O que é o Bisfenol A?

O Bisfenol A, também conhecido como BPA é um composto utilizado na fabricação de plásticos policarbonatos e resinas epóxi. Ele foi sintetizado pela primeira vez no final do século 19 e foi conhecido como um imitador do estrogênio (hormônio feminino) desde a década de 1930. Plásticos a base de BPA apareceram no mercado no final dos anos 1950. Um milhão de toneladas de BPA foram produzidas em 1980 e 2,2 milhões de toneladas foram produzidas em 2008.

BPA é um disruptor do sistema endócrino que imita o estrogênio. Ele está relacionado com o câncer de mama, diminuição da testosterona, e com o desequilíbrio do nível hormonal, entre uma série de outros males para o corpo humano. Os efeitos mais nocivos do BPA são para os fetos, bebês e crianças pequenas, o que é bastante preocupante, pois eles são os mais expostos. Estudos têm ligado o BPA ao aumento do risco dos seguintes problemas:

- Câncer
- A obesidade e doenças associadas, como diabetes
- Problemas neurológicos
- Confusão dos receptores hormonais da tireóide
- Problemas do coração (como arritmia e batimento cardíaco irregular)
- Dificuldades de fertilidade/sexualidade e alterações do DNA.

Os seres humanos normalmente ingerem BPA das embalagens de alimentos e bebidas que liberam BPA, especialmente quando aquecidos. Um estudo de 2004 do CDCencontrou BPA em 93% das 2.517 amostras de urina de pessoas de seis anos ou mais. Em nosso mundo de plástico e reciclagem dominante, é importante entender onde existe BPA.

Os códigos de identificação da resina (RIC) foram definidos em 1988 para identificar os tipos de polímeros plásticos para reciclagem. No Brasil a norma ABNT NBR 13230 dita os códigos a serem utilizados em produtos recicláveis. RICs números 1, 2, 4, 5 e 6 não contém BPA, embora RICs números 1 e 6 não são recomendados para consumo humano de forma repetida. RIC número 7 é uma categoria abrangente que frequentemente contém BPA. Se os plásticos devem ser utilizados para consumo de alimentos e bebidas, não se esqueça de usar o seguintes tipos:
- RIC 2 - PEAD (polietileno de alta densidade),
- RIC 4 - PEBD (polietileno de baixa densidade), ou
- RIC 5 - PP (polipropileno) recipientes de plástico reciclado.

No entanto, este artigo científico de 2008 mostra que no Brasil apenas 80% das embalagens mostrava o código de identificação, enquanto que até 40% continham o código incorreto.

Resinas epóxi contendo BPA são encontrados no revestimento do interior da maioria das latas de alimentos e bebidas. O BPA tem sido usado como fungicida, e também é encontrado no papel de recibo de vendas (papel térmico) e tubos de água. plásticos de policarbonato são claros e à prova de estilhaçamento. Exemplos de policarbonatos utilizados na vida cotidiana incluem:

- Garrafas de água , mamadeiras e chupetas
- Equipamentos esportivos
- Dispositivos médicos e odontológicos
- Produtos para obturação dentária e selantes
- Lentes de óculos
- PVC
- CDs e DVDs
- Eletrodomésticos

Algumas opções para limitar a exposição ao BPA, especialmente às crianças, incluem:

- Não usar plástico policarbonato no microondas (normalmente RIC código 7)
- Não ingerir alimentos ou bebidas em lata
- Usar recipientes de vidro, porcelana, ou de aço inoxidável, especialmente para alimentos e bebidas quentes.
- Usar mamadeiras, chupetas e garrafas de água sem BPA. No Brasil você pode encontrar as seguintes marcas sem BPA: Avent, Mam e Kuka.

Apenas evitando plásticos contendo BPA já diminui os riscos associados. Um passo adiante, se informando sobre o BPA e seus efeitos negativos lhe dará o entendimento do porquê o BPA é prejudicial. Tomar decisões conscientes e informadas sobre o BPApara evitar o uso de plástico e irá beneficiar a saúde humana eo meio ambiente. Seus filhos e familiares agradecem.

Solicitação de esclarecimento para a Anvisa e a resposta

Como mencionei no início do artigo, eu enviei a seguinte solicitação de esclarecimento para a Anvisa:
Gostaria de saber qual é a posição da Anvisa e do Ministério da Saúde
quanto a liberação do uso do componente Bisfenol A na produção de
garrafas plásticas, mamadeiras e também para resinas odontológicas.
Este produto é conhecidamente tóxico, e está ligado a graves problemas
de saúde. O Bisfenol A já foi proibido no Canadá e Austrália,
ediversos outros países estão planejando bani-lo.

Alguns estudos e notícias sobre o assunto:

- Telegraph: Bisphenol-A now linked to male infertility
http://www.telegraph.co.uk/health/healthnews/8093585/Bisphenol-A-now-linked-to-male-infertility.html

- TIME: Health: Canada Declares BPA Toxic. Is the U.S. Next?Read more:
http://ecocentric.blogs.time.com/2010/10/14/health-canada-declares-bpa-toxic-is-the-u-s-next/#ixzz14JP1v7Cn

- Endocrine disruptors and dental materials: health implications
associated with their use in Brazil
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2002000200015&script=sci_arttext
E a seguir a resposta da Anvisa, recebida depois de 6 meses:
Parecer Final: Prezado Senhor,

Informamos que esta Agência tem acompanhado as discussões internacionais a respeito do risco de produtos com BPA que entram em contato com alimentos, dentre estes a Mamadeira (Recipiente).

A partir das discussões, algumas instituições iniciaram estudos e revisões bibliográficas acerca da exposição do homem ao BPA, tendo algumas destas se manifestado oficialmente a respeito do assunto.

Entretanto, à luz das incertezas sobre a possibilidade de eventos adversos de baixas doses de BPA à saúde humana, especialmente sobre o sistema reprodutivo, sistema nervoso e para o desenvolvimento comportamental; e considerando a exposição ao BPA relativamente mais alta em crianças em comparação aos adultos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) organizaram uma reunião com consultores/peritos ad hoc para avaliar a segurança do BPA, em novembro de 2010.

O resumo do relatório final foi publicado, sendo disponibilizado no link: http://www.who.int/foodsafety/chem/chemicals/BPA_Summary2010.pdf. Neste, os especialistas concluíram que estabelecer um nível de exposição "seguro" para BPA continua a ser dificultada pela falta de dados de estudos experimentais em animais apropriados para avaliação de risco. Além disto, são destacados os seguintes aspectos: a) para muitos dos desfechos estudados, a exposição ao BPA é muito inferior aos níveis que causariam preocupações; b) estudos de toxicidade no desenvolvimento e reprodução, nos quais são avaliados os desfechos convencionais, somente apresentam problemas em doses elevadas, quando o fazem; c) alguns poucos estudos mostraram associação de desfechos emergentes (como desenvolvimento neurológico específico ao sexo, ansiedade, mudanças preneoplásticas nas glândulas mamárias e próstata de ratos e parâmetros visuais do esperma) com doses mais baixas de BPA.

Ainda, acrescenta que, considerando a incerteza relacionada à validade e relevância destas observações, referentes a baixas doses de BPA, seria prematuro concluir que estas avaliações fornecem uma estimativa realista do risco a saúde humana. Entretanto, estes dados devem direcionar pesquisas futuras com o objetivo de reduzir estas incertezas. Por fim, o grupo afirma que, no presente, não há um substituto único para o BPA em todas as aplicações que envolvem contato com alimentos. Apesar de haver alternativas para substituição do BPA, estas também deverão ser avaliadas quanto à funcionalidade e segurança utilizando-se do estado da arte no conhecimento e metodologias científicas.

Assim, considerando as incertezas existentes a respeito do assunto, frente à análise do risco para saúde humana relacionado à exposição ao BPA contido em materiais que entram em contato com alimentos, e o posicionamento da Organização Mundial da Saúde de novembro de 2010, esta ANVISA informa que está acompanhando as discussões, nacionais e internacionais, assim como está avaliando as informações disponibilizadas pelas instituições a respeito dos efeitos do Bisfenol A utilizado em produtos que entram em contato com alimentos. E, caso haja comprovação científica da ocorrência de eventos tóxicos no organismo humano em virtude da exposição aos produtos que contém Bisfenol A, evidenciado o risco efetivo destes produtos, esta Agência tomará as providências cabíveis, dentro de sua competência.

Atenciosamente,

GERÊNCIA DE TECNOLOGIA DE MATERIAIS DE USO EM SAÚDE

GEMAT/GGTPS
Pode-se ver na resposta o uso típico do "double-talk", onde tenta-se menosprezar a importância e relevância dos estudos feitos que mostram o perigo do Bisfenol. Mais uma vez o Brasil se dobra diante de um estudo da OMS que ignora as questões sérias sobre o assunto. Como podem questionar a validade destes estudos que mostram os malefícios do bisfenol? Porque então não se investe em estudos realmente independentes que poderiam tirar a limpo esta questão?

Como assim dizem que não há substituto? Como então o Japão proibiu o uso de BPAem latas de bebidas e o Canadá, a Dinamarca e a Costa Rica baniram o uso do BPA? Parece que alguém na Anvisa precisa realmente se informar um pouco mais.

Ficamos literalmente "na mão", devido a órgãos inoperantes e e incompetentes,  que deixam nossa população a mercê de corporações corruptas onde o lucro é mais importante que a vida das pessoas.

A Lenda: Como um cidadão é completamente ignorado pelos canais de comunicação do governo

Achei relevante colocar aqui a minha saga enquanto tentava obter estas informações, que segue abaixo.
Isto foi em outubro, mais de 7 meses atrás. Após enviar um pedido de esclarecimento através da ouvidoria do Ministério da Saúde, foi orientado a contactar diretamente o órgão responsável:
A resposta ao seu questionamento necessita de um posicionamento da área técnica responsável pelo assunto (GGTPS).
Entretanto, temporariamente, as áreas da Gerência Geral de Tecnologia em Produtos para à Saúde (GGTPS) não estão respondendo ao usuário via Central de Atendimento.
Dessa forma, favor entrar em contato diretamente com a área, por meio do seguinte e-mail tecnologia.produtos@anvisa.gov.br
Fiz o que foi recomendado e enviei meu pedido diretamente para a GGTPS, que me respondeu informando que:
o assunto em tela não é de responsabilidade regimental desta Gerência Geral de Tecnologia de Produtos para a Saúde – GGTPS... Sugerimos então o envio de seu questionamento para a Gerência Geral de Alimentos - GGALI pelo e-mail alimentos@anvisa.gov.br
Após enviar a mesma pergunta para o email fornecido jamais obtive nenhuma resposta.
Contactei novamente um contato que tenho na ouvidoria, e informei a ela a minha situação, e como estava completamente frustrado. Ela criou uma nova solicitação pedindo uma resposta.

No dia 8 de março deste ano, após 6 longos meses de espera, registrei uma nova reclamação na ouvidoria da Anvisa, explicando a minha saga e pedindo a resposta o mais rápido possível. Finalmente no dia 25 de março obtive uma resposta (veja mais acima), não exatamente a que queríamos ouvir, mas pelo menos tive obtivemos uma resposta. Detalhe: quem respondeu a demanda da ouvidoria foi o próprio GGTPS, que havia dito que não era de sua responsabilidade.

Boicote os produtos com BPA e ajude a divulgar estas informações. Apenas com uma movimentação da sociedade é que conseguiremos com que a Anvisa trabalhe de forma séria.

RAP CONTRA OS ILLUMINATI

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=onpT_fVudlE#at=63

sábado, 26 de março de 2011

MOX: O combustível nuclear que ameaça o Japão


http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/pag/1/alerta.htm


MOX:
O combustível nuclear que ameaça o Japão
A verdade por trás do acidente na usina de Fukushima: entenda o que
os governos nucleares ocultam por ser mais grave do que aparenta.

Por Fábio Bettinassi*
De Araxá-MG
Para Via Fanzine


"Não ao MOX": em março de 2011, no Japão, ativistas protestaram contra o uso
do Mixed-Oxide Fuel (MOX), o mais letal material nuclear criado pelo homem.

Vantagens econômicas

No mundo obscuro do bilionário mercado da energia nuclear existe um lobby mundial praticado em todas as nações nuclearizadas que controlam a mídia e dita as regras para desinformar a população. Isso permite que tecnologias de alto poder letal sejam implementadas com o patrocínio do dinheiro público.

Um dos tabus da energia atômica é o MOX (Mixed-Oxide Fuel), um combustível nuclear constituído por uma massa cerâmica de Urânio e Plutônio extraída de combustível antigo usado em reatores de usinas nucleares. Em poucas palavras, o MOX é lixo radioativo reciclado já fissionado por anos a fio e que recombinado através de uma complexa tecnologia, pode ser novamente aplicado como combustível em reatores.

O MOX chega a ser dois milhões de vezes mais tóxico e destruidor que o Urânio e o Plutônio e, além disso, o seu desenvolvimento é considerado por muitas linhas do pensamento científico, como desnecessário e absolutamente capaz de colocar em risco todas as cadeias da vida na Terra. Em sua composição existe alta concentração de Urânio, Estrôncio, Césio, Plutônio e Iodínio e outros elementos, cujo poder de envenenamento está entre os mais altos que existem.

Para se ter uma idéia, imagine que você acenda uma churrasqueira a carvão e quando a brasa estiver intensa, um carvão pula de sua churrasqueira e cai sobre o chão; se este carvão fosse uma pastilha de MOX ele iria se manter em brasa por milhares de anos, fundindo, perfurando e contaminando tudo o que estiver ao seu redor.

Em termos práticos: quando um reator movido a MOX se rompe, deixando expostos os bastões danificados usados para abrigar as pastilhas de MOX, imensas quantidades de moléculas deste perigoso combustível, são lançadas na atmosfera. No organismo humano, esta molécula se instala nos pulmões, irradiando calor nuclear e radioatividade a todo o organismo, levando a pessoa à morte. Mesmo após a decomposição cadavérica, esta partícula continua ativa e irradiando energia no subsolo por milênios de anos, como se fosse uma pequena usina nuclear autônoma.

Físicos especializados em reatores nucleares de usinas são categóricos em afirmar que o uso do MOX acelera muito rapidamente a decomposição do núcleo do reator, bem como os demais componentes envolvidos nos sistemas de refrigeração, proteção e monitoramento de dados. Produz uma extrema fadiga de material, aumentando consideravelmente o nível de periculosidade nas atividades de manutenção e gerenciamento dos reatores.


Um reator nuclear com seus milhares de componentes do complexo sistema agregado de apoio e monitoramento.
Todas estas partes devem atuar em perfeita harmonia, mas, com o uso do MOX, a maioria das peças se
degrada rapidamente, produzindo um funcionamento anômalo e imprevisível, de acordo com os especialistas.

MOX, a alternativa arriscada

Com o enfraquecimento de toda a estrutura do reator, ele se torna mais susceptível a falhas, principalmente em caso de desastres naturais, como esse mais recente na usina de Fukushima, no Japão. Naquela usina, cinco, dos seus seis reatores são movidos a MOX. Isso nos leva a deduzir que a amplitude real da catástrofe, infelizmente, poderá ser bem mais ampla do que o anunciado. O verdadeiro resultado desse desastre nuclear, só vamos saber nos próximos meses ou anos.

O uso do MOX, além de reduzir a vida útil do reator, produz um comportamento anormal na física interna dos componentes, tornado seu comportamento instável e gerando partículas praticamente desconhecidas. Estas são resultantes da interação das dezenas de diferentes materiais altamente enriquecidos, coexistindo em estado de extrema atividade energética em um ambiente de enorme pressão, calor e radioatividade.

Cabe aqui citar que o desastre de Chernobyl, na Ucrânia (parte da antiga URSS), em 1986, levou a morte mais de 500 mil pessoas ao longo de 25 anos. Somente na contenção da massa radioativa incandescente que se formou na base do reator explodido, cerca de 70 mil homens morreram ao longo de um ano de trabalho ‘voluntário’.

O que agrava a situação é que pelo custo mais baixo do MOX, muitas usinas estão adotando este combustível em reatores construídos exclusivamente para uso de Urânio ou Plutônio, o que aumenta exponencialmente o risco de acidentes. Tudo isso é resultado de um complô envolvendo governos, centros de pesquisa, cientistas, fabricantes e uma extensa lista de pessoas sem consciência, que atuam em centro acadêmicos e, vez ou outra, recebem prêmios e aplausos do público, sempre “embebedado”.

A origem do mal

O MOX foi criado por um consórcio entre empresas francesas e norte-americanas (Cogema e Areva) gigantes do ramo de combustível nuclear. Para mascarar suas atividades que, na realidade são extremamente agressivas ao meio ambiente, substituíram o termo ‘nuclear’ que é sinônimo de risco e contaminação, para o termo açucarado de ‘baixo carbono’, associado ao “sustentável e limpo”.

A indústria do MOX tem sido alvo de acusações por ambientalistas. Eles afirmam que o transporte marítimo e terrestre do produto coloca populações inteiras em risco, além de ser um alvo fácil para o terrorismo. Analisando os números crescentes divulgados pelos fabricantes, podemos constatar, com certo temor, que esse mercado veio para se consolidar.

Para se ter uma ideia da periculosidade do produto, um navio cargueiro é construído exclusivamente para o transporte de um único cartucho do perigoso MOX. Nele, o combustível é constantemente resfriado por um sistema de grandes refrigeradores, usado em usinas nucleares. Assim, o navio se torna, em verdade, uma imensa usina nuclear flutuante, elevando os riscos de acidentes por onde estiver trafegando.

O cenário fica mais preocupante quando seu uso está sendo amplamente fomentado pelo marketing nuclear. Porque muitas usinas estão optando por construir novos reatores tocados a MOX ou propensas à conversão dos tradicionais de Urânio ou Plutônio. Isso levaria a uma expansão da produção e do processamento deste perigoso combustível, gerando ainda, mais um perigoso rejeito industrial e aumentando as chances de novos desastres ambientais.

No Japão, um terço de seus 53 reatores são movidos a MOX. Na França e na Alemanha, grande parte dos reatores utiliza esse produto e na China, o programa de expansão da energia nuclear prevê sua aplicação na maior parte das centenas de reatores planejados para os próximos anos.

No Brasil o MOX é considerado uma das opções de combustível para as futuras usinas nucleares que estão sendo projetadas no país. Conforme disse um ministro do governo Lula, num delírio de megalomania esquerdista: ‘nosso objetivo são 50 usinas em 50 anos’.

Quatro delas já estão em fase de projeto, serão construídas no Nordeste e no Sudeste do Brasil. Esses empreendimentos podem colocar nosso país na lista de locais potencialmente susceptíveis a catástrofes nucleares, expondo a população e a biodiversidade brasileira à um alto risco, na realidade, desnecessário.


Navio projetado exclusivamente para o transporte da carga de extrema periculosidade pelos mares.

Confluência de tecnologias incertas

Para uma usina nuclear operar é necessário que ela esteja conectada à rede elétrica pública, pois o mecanismo de refrigeração e circulação de água do reator, bem como os condensadores de vapor são todos movidos por motores e equipamentos elétricos.

Quando acaba a energia elétrica, um sistema de backup, composto por tradicionais geradores a diesel alimenta a refrigeração do reator. Na usina de Fukushima, o terremoto e o tsunami destruíram os geradores de energia elétrica a diesel, além de danificaram a rede de distribuição elétrica pública, cortando assim, a energia que mantinha resfriado o gerador.

Para facilitar o entendimento, o que ocorreu foi o mesmo que desligar a ventoinha do radiador de um carro. Dessa maneira, a água vai parar de refrigerar o motor à combustão que vai acabar se fundindo pelo excesso de calor. Em um reator nuclear, mesmo quando cessa a circulação de água, o núcleo continua a operar, porque mesmo depois do dano, o combustível atômico continua gerando imensa quantidade de calor e radioatividade por muito tempo. E, em um reator nuclear não existe uma chave liga/desliga.

A próxima geração de usinas nucleares vai operar com o chamado ‘reator de ciclo autossustentável’, o que significa que todos os seus sistemas elétricos agregados serão alimentados por sua própria energia produzida, gerando assim uma espécie de sistema moto-perpétuo do apocalipse.


Tabela mostra as quantidades de cartuchos de MOX enviadas da França para o Japão.
Cada cartucho contém 700 toneladasde combustível altamente enriquecido.
Outros 1850 cartuchos foram enviados pelo Reino Unido.

Para termos a idéia de que essa tecnologia é mais uma manobra insensata da indústria nuclear, basta lembrar que o acidente de Chernobyl, foi causado exatamente por um experimento desta natureza. Na ocasião, o Conselho de Energia Nuclear soviético ordenou que a energia externa do sistema de refrigeração fosse desligada da rede pública e fosse conectada ao próprio gerador elétrico que era alimentado diretamente pelo reator nuclear. O resultado foi que, rapidamente, a atividade do sistema de refrigeração caiu, promovendo o aquecimento exponencial do núcleo do reator que explodiu violentamente, lançando na atmosfera uma quantidade de radioatividade equivalente a 25 mil bombas de Hiroshima.

Para a execução de tal experimento em Chernobyl, muitas travas de segurança, físicas e de software, foram forçadamente desligadas a contra gosto de um grupo de físicos e técnicos da usina. Eles o fizeram sob ameaças de prisão perpétua, por crime de insubordinação e crime contra o Estado Comunista, pois quando falamos de usinas nucleares, a política e o poder exercem mais pressão que o próprio núcleo do reator.

Unir uma tecnologia incerta e duvidosa como esta do reator de ciclo autossustentável com um combustível como o MOX, seria criar um dispositivo para destruição em massa, pintado em cores suaves. Por isso, grupos de pessoas preocupadas com o futuro da vida na Terra têm promovido debates e protestos em muitos países. E, por serem manifestações ainda de pequeno impacto, geralmente, a grande mídia não os enfoca ou prefere não noticiar nada a respeito por razões de ordem publicitária. E assim, esta problemática tão grave, em consonância com os interesses dos empreendedores nucleares autônomos aliados à omissão de algumas autoridades governamentais, se mantém afastada da opinião pública.


Transporte de MOX pelos oceanos: riscos incluem inúmeros países litorâneos.

O que fazer para evitar a proliferação do MOX

A indústria nuclear vive da construção de usinas e da fabricação, reciclagem, transporte e armazenamento de combustíveis e insumos usados em instalações nucleares. Para que ela cresça é fundamental que países comprem seus produtos e serviços.

Essa indústria investe pesado em lobbies de todos os tipos para que políticos fiquem fascinados pela energia nuclear, teoricamente barata, abundante e com ‘baixo índice de carbono’. Tais esforços vão desde o uso de um imenso aparato compostos por documentários bem produzidos, depoimentos de cientistas e celebridades da opinião pública, até a injeção de propina ou patrocínio às campanhas de candidatos ‘nuclearizados’.

Para a indústria apocalíptica parar de crescer é importante que nas eleições, não sejam eleitos candidatos que possuem propostas para a expansão da energia nuclear ou favoráveis a essas aplicações. Procuremos apoiar os simpatizantes dos meios sustentáveis e alternativos de produção de energia, para evitar que aconteça conosco o que estamos vendo no Japão e vimos em Chernobyl e em Three Mile Island, no estado da Pensilvânia (EUA). Esses acidentes de grande devastação levaram milhares de vidas à morte, produzindo ainda, graves sequelas em milhões de pessoas, além de tornar regiões ricas e antes habitadas, em verdadeiros desertos.

Devemos observar que pautas envolvendo matrizes energéticas, em especial o uso da energia nuclear, não são debatidas entre a população e a classe política. Simplesmente um funcionário qualquer do governo aparece na televisão dizendo que serão construídas algumas usinas nucleares e todos devem aceitar calados, sem questionamentos ou dúvidas. Isso não é democracia, na realidade revela o quanto os magnatas da energia nuclear se tornaram mafiosos em escala mundial e estão controlando os governos.

Se no Brasil existe recurso público abundante para a realização de plebiscitos em prol do desarmamento da sociedade ou construção de estádios faraônicos para a Copa do Mundo de futebol, deveria haver recursos para informar e depois ouvir a população sobre uma questão de tamanha envergadura. Inclusive, assunto esse, que coloca em jogo a preservação ou o aniquilamento de todo uma sociedade, podendo ainda colocar em risco a integridade de países inteiros juntamente com suas economias.

Diante de tantas incertezas e riscos, fica a pergunta: até onde estamos dispostos a destruir o planeta e correr riscos elevados para que possamos gerar recursos tecnológicos em abundância, em consonância à cultura do consumismo desenfreado?

* Fábio Bettinassi é publicitário, pesquisador e colaborador do jornal Via Fanzine. Seu e-mail é fabio.araxa@uol.com.br.

- Imagens: Arquivo do autor.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O FALSO ATAQUE

http://minhamestria.blogspot.com/2011/03/o-falso-ataque.html#main



Audio http://www.4shared.com/audio/Ogzq7v3w/O_FALSO_ATAQUE.html
O FALSO ATAQUE
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Agora faz mais sentido aquele boato da revelação iminente do fenômeno OVNI…

Veja este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=auZ9OgsPMfE&feature=player_embedded

Agora leia este texto redigido por Steven Greer, diretor do “Disclosure Project”, em 2002. Talvez alguns de vocês já conheçam, pois já tem alguns anos. Confira: A FARSA CÓSMICA: Esteja vigilante. Por Steven M. Greer, MD, Diretor do Projeto Revelação http://www.disclosureproject.org – Copyrights 2002

Imagine o seguinte: Você está no verão de 2001, e alguém lhe apresenta um roteiro ou um livro propondo um diabólico plano terrorista na qual as torres de 110 andares do World Trade Center e uma parte do Pentágono são destruídas por aviões comerciais que foram desviados para vir bater contra estas estruturas.

Claro que você iria rir e, se você fosse um produtor de cinema ou um editor de livros, você repulsaria tal cenário, porque lhe pareceria bastante ridículo e inverossímil, mesmo no âmbito da ficção literária ou cinematográfica. Afinal, como um avião comercial, seguido pelo radar depois de dois outros aviões já terem batido no World Trade Center, poderia atravessar as nossas defesas aéreas, no espaço aéreo mais importante do mundo, à luz do dia e com bom tempo, e bater no Pentágono! E num país que gasta 1 bilhão de dólares por dia para a sua defesa! Absurdo, ilógico… ninguém engoliria isso!

Infelizmente, existem entre nós pessoas que viram esses cenários – e outros que estão para vir, que são bem piores e não achamos piada nenhuma nisso.

Um aspecto positivo a estas tragédias recentes poderiam ser – apenas talvez – de que as pessoas levaram a sério a perspectiva de que uma entidade transnacional para-governamental com negras intenções existe, mesmo que lhes pareça muito difícil de acreditar no início, e que este último tem mantido em segredo a existência de OVNIS e está planejando um hoax (farsa) e uma tragédia que fará inveja aos acontecimentos do 11 de setembro.

O testemunho de centenas de testemunhas pertencentes a órgãos governamentais, militares e corporativas estabeleceu o seguinte: que os OVNIS são reais, mas alguns são construídos no âmbito de projetos secretos chamados “negros” em nosso governo (E.U.A) e outros são de civilizações extraterrestres que nos visitam, e que um grupo tem mantido isto em segredo para que a “tecnologia OVNI” possa permanecer oculta – até a hora certa. Esta tecnologia pode substituir e eventualmente substituirá o petróleo, gás, carvão, plantas e outros sistemas de energia termonuclear centralizada e altamente destrutiva.

A indústria que lucra 5 bilhões de dólares – energia e transporte – é atualmente altamente centralizada, mensurada e lucrativa. É ela que guia todo o mundo industrializado. A mãe de todos os interesses especiais. Isto não é sobre dinheiro como eu e você pensamos, mas é uma questão de poder geopolítico – o poder centralizado em si mesmo que gere a ordem no mundo atual. O mundo tem sido mantido em um estado de guerra constante, de pobreza sem fim para a maioria dos habitantes da Terra e de ruína ambiental global, apenas para sustentar esta ordem mundial demoníaca.

Por muito elaborado que seja este jogo, há um maior ainda: o controle através do medo. Conforme Werner Von Braun dizia ao Dr. Carol Rosin, seu porta-voz durante os últimos 4 anos de sua vida, uma máquina maníaca – o complexo militar, industrial, científico e inteligência (espionagem e segurança) – passaria da Guerra Fria às nações fraudulentas, em seguida ao terrorismo global (fase onde estamos hoje), então, o trunfo final: uma ameaça fabricada, como vinda do espaço.

Possivelmente para justificar o gasto de bilhões de dólares para armar o espaço aéreo, farão crer à população que ela está ameaçada por extraterrestres, e usarão o medo para unir as nações em militarismo e guerra.

Desde 1992 pelo menos uma dúzia de pessoas informadas desde o Interior, vieram me revelar este plano. Claro, eu inicialmente ri, pensando apenas que isso era demasiado absurdo e impossível. O depoimento do Dr. Rosin foi entregue durante o Projeto Revelação; isto antes do 11/ 09. E outros ainda me disseram explicitamente que coisas que se parecem com OVNIS, mas que são construídos e controlados por projetos “negros” altamente secretos, foram usados para simular eventos em que extraterrestres revelaram sua presença e que isso incluía vários sequestros e mutilações de gado, a fim de plantar as primeiras sementes de medo cultural quanto à presença de vida no espaço. E em algum momento após o terrorismo global, a corrida de eventos utilizarão veículos reproduzidos com “tecnologia extraterrestre” (VRTE, ou seja, veículos que foram construídos por seres humanos, após seu estudo de naves espaciais reais, utilizando a técnica de engenharia reversa. Veja o livro Disclosure do mesmo autor) para montar a farsa de um ataque ET na Terra.

Como no filme Independence Day, foi feita uma tentativa de unir o mundo através do militarismo, usando os ETs como bode expiatório cósmico (lembra-se dos judeus durante o Terceiro Reich?).

Nada disto é novo para mim ou para outros informados: O Relatório de Iron Mountain, NY, escrito na década de 60, descreveu a necessidade de se colar uma imagem demoníaca ao rosto dos extraterrestres para criar um novo inimigo, um inimigo vindo de um mundo exterior que poderia unir os seres humanos (no medo e na guerra), e isto provaria ser a chave para o controle final do complexo industrial militar que gasta bilhões de dólares e cujo Presidente republicano conservador e general de 5 estrelas Eisenhower nos advertiu para termos cuidado em 1961 (ninguém prestava atenção nessa altura também…).

Portanto este é o cenário do pós 11/09 – que será posto em prática a menos que um número suficiente de pessoas sejam informadas, o que faria falhar o plano porque seriam incapazes de enganar um número suficiente de cidadãos e de líderes.

Após um período de terrorismo – um período durante o qual seremos ameaçados com dispositivos nucleares detonados em nós e talvez isso realmente aconteça, justificando, assim, o armamento do nosso espaço aéreo – uma campanha será lançada para fornecer ao público a informação de uma ameaça vinda do espaço. Não apenas asteróides a caírem na Terra, mas outras ameaças. Uma ameaça vinda de seres extraterrestres.

Durante os últimos 40 anos, a ufologia (estudo do fenômeno OVNI), combinado com uma máquina mediática poderosa, criou uma imagem cada vez mais demoníaca dos extraterrestres, através de filmes assustadores como o Dia da Independência (Independence Day), e da suposta ciência que apresenta (em alguns círculos) o sequestro e abuso por parte de extraterrestres como um fato da vida moderna. Que alguns seres humanos tiveram contato com ETs, não duvido; que o real contato com ETs tenha sido envolvido em um mar de testemunhos inventados, disso tenho a certeza.

Na verdade, os eventos reais relacionados com ETs são raramente revelados ao público. A máquina assegura que os testemunhos inerentemente xenófobos, assustadores e manipulados sejam aqueles que milhões de cidadãos leiam, ouçam ou vejam. Este condicionamento mental para criar o medo em relação aos ETs foi sutilmente reforçado ao longo de décadas, em preparação para futuras farsas. Farsas tão grandes que os acontecimentos do 11 de setembro irão parecer insignificantes em comparação.

Escrevo isto agora (2002) porque fui recentemente contatado por diversas fontes altamente colocadas no mundo da inteligência e dos meios de comunicação que me deixaram bem claro que eventos fabricados e explicações pré-fabricadas são iminentes; o objetivo é alimentar o medo sobre OVNIS e ETs e aumentar o volume. Afinal de contas, para ter um inimigo, você deve garantir que as pessoas odeiem e temam uma pessoa, um grupo de pessoas, ou neste caso uma categoria inteira de seres.

Para ser claro: os programas secretos maníacos relacionados com OVNIS, VRTE e tecnologias relacionadas – incluindo as tecnologias que podem simular eventos ETs, abduções por ETs e coisas do gênero – estão se preparando para aproveitar o Projeto Revelação para aumentar o fogo do medo e simular eventos que eventualmente irão apresentar os ETs como um novo inimigo. Não se deixe enganar.

Essa bobagem, que já é matéria de inúmeros livros, vídeos, filmes, documentários e muito mais, tentará destruir os fatos, as evidências e os testemunhos dos informados de primeira mão apresentados pelo Projeto de Revelação, e em última instância, apresentará ao mundo essa farsa cósmica que pinta falsamente os ETs como uma ameaça vinda do espaço. Não se deixe levar.
Misturando fatos com ficção e montando uma farsa de eventos OVNI que poderá parecer aterrorizante, o plano é criar finalmente um novo inimigo durável fora do planeta. Quem ficará indiferente a isso?

Você ficará. Porque agora, você sabe que após 60 anos, bilhões de dólares gastos e os melhores espíritos científicos do mundo em grande ação, um grupo dissimilado, com negras intenções (um governos dentro do governo, mas completamente à parte do governo tal como o conhecemos) dominou as tecnologias, a arte de enganar e a capacidade de lançar um ataque sobre a Terra, e de fazê-lo passar como sendo um ataque vindo dos extraterrestres.

Em 1997, levei um homem a Washington para apresentá-lo a membros do Congresso e a outras altas referências bem colocadas para pô-los ao corrente deste plano. Toda a nossa equipa conheceu esse homem nessa época. Ele esteve presente em reuniões de organizações envolvendo toda a construção de VRTE pela Lockheed, Northrup e Cie. Estes veículos foram então repartidos em locais escondidos em vários pontos do mundo e serão usados para simular um ataque em determinados pontos estratégicos, fazendo acreditar aos líderes e aos cidadãos que se trata de um ataque a partir do espaço exterior quando na verdade não o é. (Antes que ele pudesse testemunhar, seus supervisores o levaram para um local secreto na Virgínia, até que o tempo alocado ao briefing tivesse expirado … Isto soa-lhe familiar?) Werner Von Braun advertiu-nos de tal hoax como um pretexto para fazer guerra no espaço. E muitos outros têm alertado para o mesmo evento.

O armamento espacial já está em vigor, é parte de um programa espacial paralelo secreto em funcionamento desde os anos 60. Os VRTE estão construídos e prontos para a decolagem (ver livro Disclosure e o capítulo que apresenta o depoimento de Mark McCandlish e outros). As tecnologias que permitirão a farsa através de hologramas estão prontas, foram testadas e prontas para utilização. E as grandes mídias são peões que recebem agora suas ordens da mão direita do rei.

Eu sei que isto parece ficção científica. Absurdo. Impossível. Assim como o cenário do 11/09 teria soado antes do 11/09. Mas o impensável aconteceu e ainda pode acontecer, a menos que estejamos vigilantes.

Combine isso com a atual atmosfera de medo e de manipulação e há um risco real de suspender a nossa sabedoria coletiva e a nossa Constituição.

Saiba o seguinte: se houvesse uma ameaça vinda do espaço, nós saberíamos logo que os humanos começaram a explodir armas nucleares e a explorar o espaço aéreo em naves pilotadas por seres humanos. O fato de ainda respirarmos o ar livre da Terra, apesar das ações estúpidas e irresponsáveis de um grupo ilegal, secreto e fora de controle, mostram suficiente retenção e as intenções pacíficas destes visitantes. A ameaça é inteiramente humana. Somos nós que devemos cuidar desta ameaça, travá-la e transformar a situação atual de guerra, destruição e de manipulação secreta numa situação de verdadeira revelação e numa era de paz sustentada.
A guerra espacial para substituir a guerra na Terra não é evolução, mas loucura cósmica. Um mundo assim, unidos no medo é pior do que um mundo dividido pela ignorância. Chegou o momento de dar um salto para o futuro, um salto que nos move para fora do medo e da ignorância, e que nos impulsiona para uma era de paz universal contínua. Sei que é o nosso destino. E isso será nosso assim que o escolhermos.

Steven M. Greer, M.D. Director, Project Revelation
Comté Albemarle, Virginie, juin 2002
http://www.disclosureproject.org
The Disclosure Project
PO Box 2365
Charlottesville, VA 22902
USA

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A guerra que você não vê - videos

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A guerra que você não vê - videos

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quinta-feira, 24 de março de 2011

ENTREVISTA H. GILBERT WELCH

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/891473-medico-alerta-para-excesso-de-diagnosticos-e-exames-preventivos.shtml


ENTREVISTA H. GILBERT WELCH

Quem deseja buscar saúde não deve procurar doenças

MÉDICO ALERTA PARA EXCESSO DE DIAGNÓSTICOS E RISCOS DA "EPIDEMIA" DE EXAMES PREVENTIVOS

DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE - Folha de S.Paulo

Doenças devem ser detectadas o quanto antes, para que haja sucesso no tratamento, certo?
Não, segundo o médico americano H. Gilbert Welch. O especialista em clínica médica é autor de "Overdiagnosed", recém-lançado nos Estados Unidos.
No livro, Welch, pesquisador da Universidade Dartmouth, afirma que a epidemia de exames preventivos, ou "screening", como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salva vidas.
Citando pesquisas, ele mostra evidências de que muita gente está recebendo "sobrediagnóstico": são tratadas por doenças que nunca chegariam a incomodá-las, mas que são detectadas nos testes preventivos.
"O jeito mais rápido de ter câncer? Fazendo exame para detectar câncer", disse ele à Folha, por telefone.

Folha - Como exames preventivos podem fazer mal? H. Gilbert Welch - A prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: "Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume". Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.

De que maneira isso ocorre?
Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.
Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte.

Para quem está doente, esses problemas não são nada perto dos benefícios do tratamento. Mas é muito difícil para um médico fazer uma pessoa sadia se sentir melhor. No entanto, não é difícil fazê-la se sentir pior.

Os médicos dizem que a detecção precoce é essencial no caso do câncer. Mas você diz que é perigoso. Não se deve tratar qualquer tumor inicial?
Não. Se formos tratar todos os cânceres quando estão começando, vamos tratar todo o mundo. Todos nós, conforme envelhecemos, abrigamos formas iniciais de câncer. Se investigarmos exaustivamente vamos achar câncer de tireoide, mama e próstata em quase todos. A resposta não pode ser tratar todos e nem tratar todo mundo. Ninguém mais ia ter tireoide, mamas ou próstata. Câncer de próstata é o símbolo dessa questão.

Por quê?
Há 20 anos, um teste de sangue foi introduzido para detectar câncer de próstata. Vinte anos depois, 1 milhão de americanos foram tratados por causa de um tumor que nunca chegaria a incomodá-los. Esse teste é o PSA [antígeno prostático específico]. Muitos homens têm números anormais de PSA. Eles fazem biópsias e muitos têm cânceres microscópicos e fazem tratamento, o que não é mero detalhe. Pode ser retirada da próstata ou radioterapia. Isso leva, em um terço dos homens, a problemas sexuais, urinários ou intestinais. Alguns até morrem na operação. Não podemos continuar supondo que buscar a saúde é procurar doenças.

Qual é o impacto desses testes de próstata na população?
Um estudo europeu mostrou que é necessário fazer exames preventivos de PSA em mil homens entre os 50 e 70 anos, por dez anos, para evitar a morte por câncer de uma pessoa. É bom ajudar uma pessoa. Mas precisamos prestar atenção às outras 999. Por causa desses exames, de 30 a 100 homens são tratados sem necessidade.
As pessoas precisam refletir. Cada mulher pode decidir se quer fazer mamografia todo ano. Mas temo que estejamos coagindo, assustando e incutindo culpa nelas, para que façam mamografias.
Mas a detecção precoce não é o fator que mais reduz a mortalidade de câncer de mama?
Na verdade, não. Os esforços mais relevantes no câncer de mama vêm de tratamentos melhores, como quimioterapia e hormônios. Os avanços no tratamento nos últimos 20 anos reduziram a mortalidade em 50%.
O problema é se adiantar aos sintomas. Não há dúvida de que uma mulher que percebe um caroço deva fazer uma mamografia. Isso não é teste preventivo, é exame diagnóstico. Claro que os médicos preferem ver uma mulher com um pequeno nódulo no seio do que esperar até que ela desenvolva uma grande massa. A questão não é entre atendimento cedo ou tarde, mas entre buscar atendimento logo que você fica doente e procurar doenças em quem não tem nada.

Critérios usados em exames como de pressão e diabetes estão mais rígidos. Estão deixando todo mundo 'doente'?
Sim. Somos muito tirânicos sobre saúde. O que é saúde? Se formos medicalizar a definição de saúde, seria: "Não conseguimos achar nada errado". A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está abaixo de tal valor, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente? Saúde é muito mais do que a ausência de anormalidades físicas.

Por que essa conduta está se tornando dominante?
Os médicos recebem mais para fazer mais, o que ajuda a alimentar o círculo vicioso da detecção precoce. É um bom jeito de recrutar mais pacientes, de vender mais remédios ou exames. Nos EUA, há os problemas de ordem legal. Os advogados processam os médicos por falta de diagnóstico, mas não há punições para sobrediagnóstico.
E tem quem creia realmente na detecção precoce. Nunca se diz que há perigo nisso. Pacientes diagnosticados com câncer de próstata e mama por detecção precoce têm muito mais risco de serem sobre diagnosticados do que ajudados pelo teste. Quando você ouve histórias de sobreviventes de câncer, na maioria das vezes o paciente acha que sua vida foi salva porque ele fez um exame preventivo.

E isso não é verdade?
Ele tem mais chance de ter sido tratado sem necessidade. Histórias de sobreviventes geram mais entusiasmo por testes e levam mais pessoas a procurar doenças, gerando sobre diagnóstico.

O que fazer para evitar isso?
Um paciente nunca vai saber se recebeu um sobre diagnóstico. Nem o médico sabe. Não é preciso decidir para sempre se você vai ou não fazer exames. Mas todos os dias novos testes são criados. É preciso ter um ceticismo saudável sobre isso.

A VISITA DO "IMPERADOR" OBAMA NO BRASIL. A VERDADE PARA QUEM NÃO ESTÁ MORTO NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

http://www.libertar.info/news/a%20visita%20do%20%22imperador%22%20obama%20no%20brasil-%20a%20verdade%20para%20quem%20n%C3%A3o%20esta%20morto%20no%20doming%C3%A3o%20do%20faust%C3%A3o/

A VISITA DO "IMPERADOR" OBAMA NO BRASIL. A VERDADE PARA QUEM NÃO ESTÁ MORTO NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

2011-03-21 18:04
Jovens e uma senhora de 69 anos são presos, acusados de crimes inafiançáveis, apenas por carregarem cartazes contra a visitação do senhor Obama.
A História "do povo brasileiro", sempre escrita pela elite escravista, está resumida numa "BOLINHA DE PAPEL". Não há improvisos, não há, tudo é minuciosamente calculado e organizado...
POLÍTICOS ESTÃO AÍ PARA NOS DAR A ILUSÃO QUE TEMOS ESCOLHAS neste escravismo travestido de democracia. 
Em 2001derrubaram na maior cara de pau o Trade Center com o "sacrifício" de milhares de vidas para destruir o Iraque impunemente. Imagina se não é moleza atirar um mísero coquetel molotov e justificar para uma platéia há 40 anos dementada pela ditatorial midiocracia "global" que incentiva dia e noite baixar a porrada à vontade (escola bush/obama guantanamera), e, alegremente aceitar prender velhinhas para exemplar os escravos insurretos? 
É preciso não sermos ingênuos e compreendermos que não é possível mais lutar com as regras da velha cartilha do inumano inimigo. Os tempos são outros, ainda que os escravistas sejam os mesmos... As grandes batalhas de hoje são no campo das idéias. É preciso pensar diferente do que eles, os boçais, nos doutrinaram milenarmente como agir e pensar. Não há improvisos, não há, tudo é minuciosamente calculado e organizado...
Vocês que ainda duvidam que os escravagistas "senhores do mundo" mentem, corrompem, torturam, matam, conspiram como respiram enquanto vocês, escravos que se julgam livres para escolher seu "livre" arbítrio, se não morrem de fome e doenças, tudo muito bem planejado e escondido, compram (coisas e idéias) o que eles querem que vocês comprem? Já experimentaram abrir mão do seu cartão de crédito, do empréstimo bancário? Já pensaram em mudar suas maneiras de serem sempre cúmplices do sistema que nos oprime enquanto fazemos exatamente o que eles esperam que façamos? 
O Haití continua lá entregue à desgraça a que o império lhe condenou. Nada, religião alguma, lei alguma, substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Se porrada resolvesse o mundo seria um paraíso há 4000 anos. A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, pacífica e intransferível.  

Jovens são presos, por carregar cartazes contra a visita de Obama
 de Anel - Assembleia Nacional Dos Estudantes - Livre!
Cerca de 400 manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro protestar contra a presença de Obama no Brasil, por entender que o presidente norte americano é o principal agente do imperialismo, por repudiar seus objetivos de ampliar o terreno para instalação das multinacionais e por defender o pré sal como um recurso do povo brasileiro.
De forma totalmente desequilibrada, a polícia reprimiu a manifestação que se desenvolvia de maneira pacífica e prendeu 13 ativistas, que seguem presos e estão sendo acusados de crimes inafiançáveis.
Não é possível que vivamos no Brasil este tipo de situação. Milhares de homens e mulheres deram suas vidas se enfrentando com a ditadura militar e lutando em defesa da liberdade de organização e de manifestação.
Nós, estudantes brasileiros temos orgulho desta história e conclamamos a todas as organizações sociais, entidades e autoridades de nosso país que movam o esforço possível para que esses 13 companheiros sejam soltos imediatamente, sem nada constar em seus antecedentes, preservando, assim, o direito democrático de livre organização e manifestação.

Senhora de 69 anos é presa apenas por protestar contra Obama.
Maria de Lourdes - 69 anos continua presa em Bangu por protesto Fora Obama
A filha de Maria de Lourdes Pereira da Silva tem falado com o blog Aqui
Rosângela Pereira diz que o último contato que teve com a mãe foi ontem, sábado, às 8 horas da manhã. 
Veja nas fotos abaixo quem a PM do governador Cabral considerou perigosa para a sociedade e mantem presa em Bangu desde 6ª feira, dá para acreditar? 
Será crime segurar uma cartaz "FORA OBAMA"? Voltamos à época da ditadura? 
Solidariedade à Maria de Lourdes e toda sua família. 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mato Grosso pode sofrer tremor de grande intensidade

http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=127339&codDep=
Mato Grosso pode sofrer tremor de grande intensidade

Falha geológica no norte do Estado tem provocado abalos sísmicos constantes nos últimos anos
  

Mato Grosso corre o risco de enfrentar um tremor de terra de intensidade suficiente para causar estragos em cidades da região norte do Estado. É o que afirma o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Vieira Barros, especialista no estudo de tremores no Brasil.

Na região da cidade de Porto dos Gaúchos (644 quilômetros de Cuiabá) há uma falha geológica onde abalos sísmicos vêm ocorrendo com frequência nos últimos anos. Apenas no ano passado, dos 42 tremores de terra registrados no Brasil, 20 foram em Mato Grosso. Todos naquela região.

Lucas Vieira Barros é doutor em sismologia e a tese de doutorado dele foi justamente sobre a zona sísmica em Porto dos Gaúchos, que registrou o maior terremoto já observado na história do Brasil.

No dia 31 de janeiro de 1955, um abalo de magnitude 6,2 foi registrado na região de Porto dos Gaúchos. E desde 1959, explica Lucas Barros, em uma área 100 quilômetros a nordeste da Serra do Tombador, vem sendo observada uma sismicidade recorrente.

"Tanto a Serra do Tombador quanto Porto dos Gaúchos estão localizados na Bacia Fanerozóica dos Parecis, cujos sedimentos recobrem o embasamento cristalino do Cráton Amazônico. Dois sismos de magnitude 5 ocorreram em Porto dos Gaúchos, em 1998 e 2005, com intensidades VI e V, respectivamente. Esses dois choques principais foram seguidos de sequências que duraram mais de quatro anos cada", observa o professor, ressaltando que esses abalos foram estudados por meio de equipamentos instalados pelo Observatório Sismológico naquela região.

Novos tremores
Os abalos que ocorrem na região central do país, apesar de menos intensos e frequentes do que aqueles que acontecem nos limites das placas tectônicas, podem oferecer um grande risco devido à baixa atenuação das ondas sísmicas e à dificuldade de se mapear e dimensionar suas fontes.

No Brasil, apenas dois terremotos registrados tiveram magnitude maior que 6. Um deles aconteceu na costa do Espírito Santo, em 1955, e chegou a 6,1 graus. O de Porto dos Gaúchos, em Mato Grosso, no mesmo ano, chegou a 6,2.

O doutor em sismologia afirma que aquela região no norte de Mato Grosso é propensa à ocorrência de novos tremores devido à falha geológica ali existente. Segundo ele, novos abalos sísmicos podem ocorrer a qualquer momento e assustar moradores das cidades próximas.

"Em 2000 teve um sismo, em 2008 teve outro e a terra nunca mais parou de tremer. Discuto a questão dos efeitos de possíveis terremotos de magnitude 6,2 a 6,5 em Porto dos Gaúchos", disse Lucas Barros.

O especialista avisa que não há motivos para a população temer, mas que é necessário estar em alerta. "Não precisamos alarmar as pessoas que moram em Mato Grosso, mas não temos o direito de esconder informação". Um abalo de magnitude 6,2 a 6,5 poderia ser sentido com intensidade em grandes cidades da região norte como Sorriso e Sinop.

Estação sismológica
Com a comprovação da grande frequência de abalos no norte de Mato Grosso, o Observatório Sismológico da UnB instalou uma estação sismológica em Porto dos Gaúchos.

No entanto, o equipamento - que custo cerca de R$ 80 mil quando instalado, em 2005 - está desativado. Lucas Barros não sabe o motivo preciso da interrupção de funcionamento da estação. Uma equipe da UnB deve vir a Mato Grosso em abril para verificar o problema e reativar a estação.

O chefe do Observatório pretende entrar em contato com a Defesa Civil estadual para fazer uma parceria com o governo do Estado na tentativa de contratar uma pessoa para cuidar da estação mato-grossense.

Ele avalia que a estação pode estar funcionando parcialmente, coletando os dados dos abalos sísmicos, mas com algum problema no link com o satélite, necessário para enviar as informações para o Obsis em Brasília.

Lucas Barros explica que a estação sismológica instalada em Mato Grosso tem condições de monitorar os sismos não apenas na região de Porto dos Gaúchos ou no Brasil, mas em todo o mundo.

Observatório espacial comprova existência de tsunami solar


 http://www.apolo11.com.spacenews.php?posic=dat_20091125-115709.inc

http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20091125-115709.inc

Observatório espacial comprova existência de tsunami solar



Alguns anos atrás, os físicos solares testemunharam pela primeira vez uma gigantesca onda de plasma se propagando pela superfície do Sol. A dimensão do fenômeno era tão grande que apesar de estarem presenciando o evento, não podiam acreditar no que viam. Naquela ocasião, a enorme onda ergueu-se mais alto que a Terra para em seguida despencar sobre a superfície, formando padrões circulares de milhões de quilômetros de circunferência.


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Céticos, diversos observadores sugeriram que o fenômeno poderia ser alguma sombra ou ilusão de ótica provocada por efeitos atmosféricos. Aquilo poderia ser tudo, menos uma onda real.
O tempo passou e diversos estudos foram feitos, mas uma imagem captada em fevereiro de 2009 pelo satélite Stereo deu um xeque-mate no problema. A imagem mostrava uma gigantesca explosão próxima à mancha solar 11012, arremessando uma nuvem de mais de 1 bilhão de toneladas de gás aquecido ao espaço, provocando uma gigantesca onda na superfície do Sol. "Agora nós sabemos", disse Joe Gurman, do Laboratório de Física Solar do Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Os tsunamis solares realmente existem".
"Aquilo foi definitivamente uma onda", disse Spiros Patsourakos, ligado à universidade de Mason e autor do paper publicado esta semana no periódico Astrophysical Journal Letters. "Não é uma onda comum, de água. É uma gigantesca onda de plasma e magnetismo", explicou.
O nome técnico para o novo fenômeno é Onda Magneto-hidrodinâmica de Modo Rápido, ou MHD e foi captado com grande precisão por um dos satélites Stereo, que estuda o Sol. Na imagem, a gigantesca ejeção de massa coronal, CME, atinge 100 mil km de altitude e se desloca a 250 km/s, com energia igual a nada menos que 2.4 gigatoneladas de TNT, o equivalente a 150 mil bombas atômicas similares às que caíram sobre Hiroshima em 1945.
Os tsunamis solares foram descobertos em 1997 através de imagens captadas pelo Telescópio Solar e Heliosférico SOHO e desde então foram motivos de diversas controvérsias entre os cientistas. Em maio de 2009, outra ejeção de massa coronal explodiu em uma região ativa na superfície do Sol e foi registrada pelo satélite SOHO como uma gigantesca onda que praticamente atravessou a superfície do Sol.
Os tsunamis solares não representam uma ameaça direta à Terra, mas são extremamente importantes para o estudo do astro-rei. "Podemos usá-los para diagnosticar as condições atuais do Sol e tentar prever quando as tempestades solares podem ocorrer. Ao observar como as ondas se propagam, podemos coletar informações sobre as camadas mais baixas da atmosfera solar e que de outra forma não seriam possíveis", disse Gurman.


Foto: No topo, imagem captada pelo satélite de observação solar STEREO mostra a gigantesca onda se propagando pelo disco solar após ejeção de massa coronal ocorrida em fevereiro de 2009. No detalhe, imagem captada pelo observatório Soho mostra uma proeminência que parece dançar no limbo solar (parte superior esquerda). Instantes depois uma ejeção de massa coronal é lançada ao espaço. Crédito: Nasa/Solar and Heliospheric Observatory (SOHO)/STEREO (Solar Terrestrial Relations Observatory).
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